porta batida

(argumento prum samba ao modo de hermínio b.c.)

Não vejo qual o sentido de passar por aí
e me sentir quase um estranho.
Tratado meio assim.
Você vai dizer que não é bem assim,
deixa estar, que é que se há de fazer.
Mas não adianta, o jeito como agora me olha,
o esforço pra falar algum sem assunto
que afinal você nem quer saber…
Tal como um estranho.
Não tem cabimento, não temos tempo pra isso.
Ainda mais depois de todos os desentendimentos
(muito mais sérios) e reconciliações redentoras
por que já passamos nos últimos tempos.

Que é feito da velha amizade?
O fato de ter me incomodado
com algo da sua atitude na semana passada
– mesmo que você seja incapaz de perceber a razão –
não autoriza tal animosidade.
Você diz que fui eu quem bati a porta
– por não ter aceito o que, aos meus ouvidos,
considero falta de respeito –
mas se é que fui eu, então depois você
trancou com papaiz, passou trinco, correntinha,
pois parece que nenhum gesto simples e franco
é capaz de te fazer sair da indiferença
ou de mal disfarçado rancor.

Mas quem é que se importa?
Então ficamos assim,
não vou insistir nem incomodar com minha presença.
Só passo por aí de novo quando você abrir a porta.
(bis)

Anúncios
Published in: on 03/08/2010 at 23:32  Deixe um comentário  

The URI to TrackBack this entry is: https://flanelografo.wordpress.com/2010/08/03/387/trackback/

RSS feed for comments on this post.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: