o chinesinho

Elas estavam contando como eram as suas brincadeiras de boneca. No Fiorentina, no último sábado. Três amigas e eu. Dizem, os habituados a divãs, que as diferenças de gênero começam assim: menina brinca de boneca (“eu quero ser a mãe”), guris brincam com boneco (“eram cinco horas da tarde, mas eles tinham de mergulhar…”). Há, obviamente, inúmeras variações marotas dessa distinção, abusando do que se pode entender tanto por boneca quanto por boneco. De todo modo, se os contrastes correspondem a diferenças entre os gêneros, talvez seja quanto aos diversos gêneros narrativos e dramáticos mais que à dobradiça masculino/feminino. Pois nessas brincadeiras o que está em jogo são nuances nas matinês do circo de pulgas, no teatro particular de títeres e ventriloquia com que todo/a pequenino/a ensaia os limites do faz-de-conta que pode vir a contar-de-fato.
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Published in: on 21/12/2009 at 04:41  Comments (3)  

o interminado

mais que de ruínas, era apreciador das obras inacabadas, pegava o bonde andando e já logo bastava, tinha de pular fora antes da parada, de Beethoven e Mahler só ouvia as suas décimas, de Schubert, os dois movimentos da oitava, e a arte da fuga do velho jão sebastião.

Published in: on 19/12/2009 at 19:17  Deixe um comentário  

bestiário anfíbio do sertão da bocaina

/08.dez, 5º dia/ Acordei já cansado, pouco dormido, devendo páginas. (mais…)

Published in: on 11/12/2009 at 15:41  Deixe um comentário  

pousada da terra

No alto do sertão da bocaina, numa pousada só de chales, perto da linha de transmissão de Furnas (será que são para interligar as usinas nucleares de Angra à rede nacional?), junto ao rio Bracuí, a uns 40 minutos de trilha da cachoeira pela qual ele despenca serra abaixo para a enseada de Angra. (mais…)

Published in: on 08/12/2009 at 18:06  Deixe um comentário