meu amigo name dropper

Só hoje fui ler a última crônica de hermano, q sai às sextas n’o globo. Era sobre Chris Marker, a quem devo as cenas inestimáveis do Muséum d’Histoire Naturelle de Paris logo antes de fechar as portas, que aparecem no meio de La Jetée de 1962, e q costumo projetar antes de começar uma palestra (como tb a cena final do Citizen Kane, ou de Blackmail de Hitchcock, ou ainda algumas de Homo Faber de Schloendorff). Da entrevista na Criterion fui visitar uma exposição (Xplugs) de ilustrações e colagens à la Second Life.

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Published in: on 07/12/2010 at 12:28  Deixe um comentário  

caçando pedro e o loboato

hoje, n’o globo, p.5
ministro da educação defende lobato.
cá comigo sitiado, encafifado, fico asneirando sabugosas dúvidas…
carne preta não é bom? trepada de macaca não é bela?
quem, senão antes leitores pedros crescidos,
supõe equívoca kukluxklan no entredito da letra?
qual saci vestirá este kapuz-karapuça para eskafeder-se pixaim?
entretanto barnabé pita mirando nos entr’olhos da dita.

Published in: on 04/11/2010 at 18:38  Deixe um comentário  

Teoria das cores do Danúbio


De:  
Para:  
Assunto:  
Em:  
j
antonioaranha
Re: Do Ouro do Reno ao Danúbio Azul
25/08/2010 15:11

… depois que marquei a passagem de volta da Vanda em Munique, de manhä, ela foi para o aeroporto e eu para Regensburg, que é às margens do Danúbio. Ele me pareceu mais verde do que azul. Talvez a qualidade da agua do rio tenha modificado um tanto desde os tempos de Strauss até os de hoje. A catedral gótica de Säo Pedro é maravilhosa, ela é toda escura, eles colocam …

Antonio,
Talvez ele aí esteja mesmo ainda verde, e siga madurando, dois pra lá dois pra cá, até girar e alcançar Viena. De todo modo, os tons do rio devem variar com a odisséia, não do espaço, mas a das estações. Pois só conheço Danúbios negros, tanto na Viena de dois anos atrás, quanto na Belgrado de trinta. Negro negro como se o monólito de Kubrick liquefeito, paisagem cinza, pequenos aicebergues descendo a corrente como asteróides do acaso, eu só luvas, escafandro, óculos escuros, bafejando vapores em cadência binária, com lábios meio azuis e a alma meio blue, sem conseguir evitar o banzo pelas cores e ritmos dos trópicos.
Jim

Published in: on 25/08/2010 at 15:11  Deixe um comentário  

porta batida

(argumento prum samba ao modo de hermínio b.c.)
(mais…)

Published in: on 03/08/2010 at 23:32  Deixe um comentário  

desenrolando maretzki

querida mana, vanda:

nossa gerry parecia ótima anteontem, no lançamento. (mais…)

Published in: on 07/07/2010 at 13:49  Deixe um comentário  

carteado de alter egos, em itacoatiara

Published in: on 06/07/2010 at 20:31  Comments (1)  

diadelas

um tempão atrás (isto é, há uns dois ou três anos)
rolou um clipe com mulheres em clássicos da pintura
(chamava-se ‘women in art’, figurinha fácil nos iutubes)
depois disso pintou um monte de vinhetas de efeito morphing.
esta aqui é de estrelas: http://vimeo.com/1455935
me espanta como podem ser todas belas com rostos tão diferentes.
(aliás, todas belas, mas, vendo-as assim em sequência,
percebo bem minhas preferências…
e secretamente protesto a falta de algumas da minha galeria íntima)

Published in: on 08/03/2010 at 14:43  Deixe um comentário  

errante, por mais distante

mana véia:
.
como vai sua aventura em sampa? eu ainda pelaqui, na serra, assentado no seu sítio, espaçoso.
.
Hoje acordei antes de cinco da matina, luar bem na cara. Zu tb tava desperta, entao convidei pra tentar achar saturno  (mais…)
Published in: on 01/02/2010 at 13:04  Deixe um comentário  

urso polar brasiliano

Roquette tinha umas premonições desconcertantes:

No prefácio que escreveu ao livro póstumo do seu colega de Museu, Alberto Betim Paes Leme, História Física da Terra (vista por quem a estudou no Brasil), 1943, p. 9, vaticina:

“A Humanidade há [de] morrer, um dia, como o urso polar de que fala o filósofo inglês, vendo aos poucos ir desaparecendo, na fusão, o bloco de gelo em que vive. Isso mesmo… Quem sabe?”

◊   ◊  

Published in: on 04/01/2010 at 20:30  Deixe um comentário  

o chinesinho

Elas estavam contando como eram as suas brincadeiras de boneca. No Fiorentina, no último sábado. Três amigas e eu. Dizem, os habituados a divãs, que as diferenças de gênero começam assim: menina brinca de boneca (“eu quero ser a mãe”), guris brincam com boneco (“eram cinco horas da tarde, mas eles tinham de mergulhar…”). Há, obviamente, inúmeras variações marotas dessa distinção, abusando do que se pode entender tanto por boneca quanto por boneco. De todo modo, se os contrastes correspondem a diferenças entre os gêneros, talvez seja quanto aos diversos gêneros narrativos e dramáticos mais que à dobradiça masculino/feminino. Pois nessas brincadeiras o que está em jogo são nuances nas matinês do circo de pulgas, no teatro particular de títeres e ventriloquia com que todo/a pequenino/a ensaia os limites do faz-de-conta que pode vir a contar-de-fato.
(mais…)
Published in: on 21/12/2009 at 04:41  Comments (3)  

o interminado

mais que de ruínas, era apreciador das obras inacabadas, pegava o bonde andando e já logo bastava, tinha de pular fora antes da parada, de Beethoven e Mahler só ouvia as suas décimas, de Schubert, os dois movimentos da oitava, e a arte da fuga do velho jão sebastião.

Published in: on 19/12/2009 at 19:17  Deixe um comentário  

bestiário anfíbio do sertão da bocaina

/08.dez, 5º dia/ Acordei já cansado, pouco dormido, devendo páginas. (mais…)

Published in: on 11/12/2009 at 15:41  Deixe um comentário  

pousada da terra

No alto do sertão da bocaina, numa pousada só de chales, perto da linha de transmissão de Furnas (será que são para interligar as usinas nucleares de Angra à rede nacional?), junto ao rio Bracuí, a uns 40 minutos de trilha da cachoeira pela qual ele despenca serra abaixo para a enseada de Angra. (mais…)

Published in: on 08/12/2009 at 18:06  Deixe um comentário  

teach me to dance, will you?

Mãe:
Agora fui eu que tive como que um sonho com a madrinha. (mais…)
Published in: on 23/10/2009 at 19:12  Deixe um comentário  

shiva como pedra

Uma imagem (“aniconic idol”, diria gell) de Shiva, encontrada numa visita ao Museu Etnológico de Viena no ano passado. O som é do headphone, e-guide tour, que botei pra repetir e grudei na microfone da câmera, enquanto rodeava o assombro. (Esbarrei no vídeo agora aqui numa pasta esquecida do meu micro e subi pro *iutube*.)
Published in: on 01/10/2009 at 20:52  Deixe um comentário  

querido pequeno gomo de tangerina

Oi. Vc acordou com a corda toda hoje, hem mami? Andava encasquetado com essa brincadeira das filipinas, pois mencionara em círculos amigos e ninguém conhecia. Comecei a suspeitar que tinha sido vc que inventara, ou era particularidade da sua casa de quando pequena. (mais…)

Published in: on 01/09/2009 at 10:56  Comments (1)  

da virtualidade da tese, ao acordar

Teses são como sonhos. Se não escritos às pressas no momento em que vislumbramos a sua possibilidade, se esfumaçam, sobra nada. (mais…)

Published in: on 03/04/2009 at 14:43  Deixe um comentário  

cabinet golden spider

Um quebra-cabeças existe antes de imaginado? Não será que as peças apenas chegam a se encaixar (eventualmente com entalhe complementar exato) depois que já prefiguramos um plano do todo e saímos à caça de vestígios e fragmentos que ajudem a corroborar aquela visão antecipatória? (mais…)

Published in: on 12/03/2009 at 14:43  Deixe um comentário  

saal xxxii

Naturhistorisches Museum, Vienna. Sala de aves, especialmente preservada no arranjo original à Oitocento. (mais…)

Published in: on 08/12/2008 at 19:27  Deixe um comentário  

últimos museus vitorianos se vão

Há coisa de uns cinco anos atrás, quando trabalhava no Museu Nacional, e após ler alguns escritos de Stephen Jay Gould sobre museus de história natural em que confessa sua predileção pelo estilo antiquado e abarrotado da era vitoriana, indicando alguns dos seus sobreviventes (Leiden, Dublin), decidi que iria, assim que pudesse, empreender uma viagem com o fito de conhecê-los antes que desaparecessem. (mais…)

Published in: on 11/11/2008 at 15:49  Deixe um comentário